Resposta curta: segundo a pesquisa TALIS 2024 da OCDE, 56% dos professores brasileiros usam ferramentas de inteligência artificial no trabalho, contra 36% na média dos países da OCDE. O Brasil ficou em 10º lugar entre 53 países. O uso mais comum é preparar planos de aula e atividades. Ao mesmo tempo, a parcela de professores que acha o trabalho muito estressante subiu 7 pontos desde 2018. Neste Dia dos Professores, a pergunta pra quem dirige uma escola de idiomas é: que parte do trabalho dá pra tirar da mão do professor?

O que a pesquisa mediu

A TALIS (Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem) é feita pela OCDE com professores e diretores, principalmente dos anos finais do ensino fundamental. A edição de 2024 ouviu docentes em 53 países, entre junho e julho de 2024, e os resultados foram divulgados em outubro de 2025. Não é uma pesquisa só com professores de idiomas, mas ela mostra como o professor brasileiro, de modo geral, está lidando com a tecnologia.

Pra que o professor usa IA

Entre os professores brasileiros que usam IA, os usos mais citados foram:

  • 77% geram planos de aula ou atividades
  • 64% ajustam a dificuldade do material ao nível dos alunos
  • 63% aprendem ou resumem um tema com mais rapidez
  • 36% usam pra avaliar ou corrigir trabalhos dos alunos

O padrão é claro: a IA entra primeiro na preparação, a parte do trabalho que acontece fora da sala e que mais come tempo. Pra quem ensina inglês, isso inclui montar exercício de vocabulário, adaptar texto pro nível da turma e preparar revisão.

O outro lado dos números

A mesma pesquisa mostra um professor sob pressão. 21% dos professores brasileiros dizem que o trabalho é muito estressante (a média da OCDE é 19%), 7 pontos a mais que em 2018. 16% dizem que a docência afeta negativamente a saúde mental, contra 10% na média da OCDE. E entre quem ainda não usa IA, 64% apontam falta de conhecimento e 60% falta de infraestrutura na escola.

Ou seja: o professor está buscando ferramenta por conta própria pra dar conta do trabalho, muitas vezes sem apoio da escola.

O que isso significa pra escola de idiomas

Numa escola de idiomas, o tempo do professor é o recurso mais caro e mais escasso. Cada hora que ele passa montando exercício repetitivo é uma hora a menos pra planejar conversa, corrigir com cuidado e acompanhar quem está ficando pra trás. A tecnologia faz mais sentido quando assume a parte mecânica (repetição, prática diária, organização) e deixa com o professor o que só ele faz: explicar contexto, corrigir pronúncia, conversar de verdade.

Três presentes de Dia dos Professores que valem mais que uma caneca

  • Tire a montagem de exercício da mão dele. Prática entre as aulas com conteúdo pronto libera horas por semana que hoje vão pra listas e fichas.
  • Dê visibilidade de quem praticou. Saber antes da aula quem fez a prática e quem travou evita revisar tudo de novo pra turma inteira.
  • Ofereça formação em IA. 39% dos professores brasileiros dizem precisar de capacitação pra usar IA no ensino. Uma oficina interna de duas horas já ajuda o professor a usar bem o que ele já está testando sozinho.

Menos exercício pra montar, mais tempo pra ensinar

O Langschool dá aos alunos prática diária com currículo pronto e mostra ao professor quem praticou em cada turma.

Ver demonstração